Sempre achei estranha essa história de “vida cristã”. Para mim só existe vida e morte. Ou um estilo de vida que suga de cada segundo o seu melhor (VIDA) e outro que desperdíça a cada instante uma chance de viver (MORTE)

Jesus nos promete vida abundante (João 10), a que chamo aqui de simplesmete vida. Afinal, não basta sobreviver, é preciso viver de fato. Biológicamente todos que lêem esse post estão vivos com certeza, do modo psiquê também, ainda que eventualmente doentes, mas Cristo nos promete algo maior, melhor e com certeza surpreendente para muitos: Zoe. A vida de Deus em nós. 

Deus em nós é a expressão que mais me impacta quando penso no milagre do evangelho, um Deus que deixa o céu e é derrramado sobre toda a carne (Atos 2) em forma de Espírito Santo e nos preenche até nos tornar completos de…VIDA!

Esses dias ví alguém duvidando da felicidade de outrém. Dizia ela: “-Já vi essa história, essa alegria não dura muito”. É uma pena que pessoas que não experimentaram uma vida de categoria diferente, vida em plenitude, custam a crer que existe algo além do que estão acostumados. 

Para que isso se torne real é necessário algumas decisões. Morrer pra si mesmo, mudar os hábitos, buscar comunhão com o Abba e com o próximo. A medida que essas práticas se tornam evidentes externamente, internamente o indivíduo experimenta uma satisfação que pra mim é além do conceito de alegria e felicidade hoje disseminado no mercado gospel. É satisfação, é olhar para o seu dia e dizer “-Estou satisfeito!”

Pra terminar. Sempre teremos um gostinho de quero mais, que eu gosto de chamar de “saudade do Céu”. Isso é para nos lembrar que o melhor da festa ainda está por vir, mas muitos, como eu, não se acomodam em não ouvir os primeiros acordes das músicas dessa festa, e sabe de uma coisa, a alegria é inevitável.

Sola Scriptura