You are currently browsing the monthly archive for Maio 2009.
As personagens bíblicas são arquetípicas. Cada biografia da Bíblia é também a história de cada um de nós: estamos em Adão, Abraão, José, Moisés, Davi e, também, em São Paulo, apóstolo, que, originalmente, era Saulo de Tarso. Até que se tornasse um dos maiores gênios da humanidade, responsável pela síntese entre a espiritualidade judaica, o direito romano e a filosofia grega, e pela pavimentação, não apenas da expansão do Cristianismo, como também das bases teóricas da cultura ocidental, Saulo de Tarso percorreu um longo caminho, que pode ser dividido em cinco estágios, que servem de paradigma para a peregrinação espiritual de todos nós.
O primeiro estágio chamamos de conversão, quando é interpelado pelo Cristo ressurreto na estrada para Damasco. Nesse encontro, Deus ganha um nome e uma identidade, e Saulo, invocando o poder do sangue de Jesus Cristo, tem seus pecados perdoados (Atos 22.16) e é liberto do poder de Satanás para servir somente ao Deus revelado em Jesus de Nazaré (Atos 26.18). Desde então, o relacionamento com Deus se torna pessoal e íntimo (Atos 9.11), e se inicia a transformação de Saulo em Paulo (Atos 9.1,15,16).
O segundo estágio chamamos de integração, quando Saulo é acolhido na comunidade dos seguidores de Jesus: Ananias (9.10-19), os discípulos em Damasco (9.19), Barnabé e os apóstolos em Jerusalém (9.27). Na peregrinação espiritual cristã, o encontro com Jesus é pessoal, a caminhada é relacional e nada é individual.
O terceiro estágio é a vocação, quando Saulo recebe a desafiadora tarefa de levar o evangelho aos gentios (não judeus) e de prover para que a revelação que Deus fez de si mesmo em Jesus extrapolasse a fronteira étnica e religiosa do povo hebreu e do judaísmo (Atos 9.15,16; 22.21; 26.17,18). Na comunidade cristã ,todos temos uma vocação, um chamado para a cooperação, no sentido de que o amor de Deus seja conhecido até os confins da terra (Atos 1.8).
O quarto estágio é a preparação. Após sua conversão, Saulo passa um período em Damasco, segue para o deserto da Arábia, volta para Damasco, seguindo depois para Jerusalém, até que é enviado para casa, em Tarso (Gálatas 1.11-24). Entre a conversão de Saulo e o início de seu ministério, o quinto estágio, que chamamos missão, são decorridos aproximadamente dez anos, necessários para revisões de crenças, reorganização das dimensões psicológica, emocional, social, religiosa e, principalmente, espiritual de sua vida. Assim como acontece com cada um de nós, a transformação de Saulo de Tarso em São Paulo apóstolo não é instantânea.
A biografia do apóstolo Paulo nos ensina que o discipulado de Jesus implica longevidade: caminhar com Jesus por longo tempo; profundidade: conhecer a Jesus cada vez mais; e universalidade: cooperar na desafiadora missão, para que Deus seja, de fato, Pai de todos, sobre todos e em todos.
2009 | Ed René Kivitz
Sempre achei estranha essa história de “vida cristã”. Para mim só existe vida e morte. Ou um estilo de vida que suga de cada segundo o seu melhor (VIDA) e outro que desperdíça a cada instante uma chance de viver (MORTE)
Jesus nos promete vida abundante (João 10), a que chamo aqui de simplesmete vida. Afinal, não basta sobreviver, é preciso viver de fato. Biológicamente todos que lêem esse post estão vivos com certeza, do modo psiquê também, ainda que eventualmente doentes, mas Cristo nos promete algo maior, melhor e com certeza surpreendente para muitos: Zoe. A vida de Deus em nós.
Deus em nós é a expressão que mais me impacta quando penso no milagre do evangelho, um Deus que deixa o céu e é derrramado sobre toda a carne (Atos 2) em forma de Espírito Santo e nos preenche até nos tornar completos de…VIDA!
Esses dias ví alguém duvidando da felicidade de outrém. Dizia ela: “-Já vi essa história, essa alegria não dura muito”. É uma pena que pessoas que não experimentaram uma vida de categoria diferente, vida em plenitude, custam a crer que existe algo além do que estão acostumados.
Para que isso se torne real é necessário algumas decisões. Morrer pra si mesmo, mudar os hábitos, buscar comunhão com o Abba e com o próximo. A medida que essas práticas se tornam evidentes externamente, internamente o indivíduo experimenta uma satisfação que pra mim é além do conceito de alegria e felicidade hoje disseminado no mercado gospel. É satisfação, é olhar para o seu dia e dizer “-Estou satisfeito!”
Pra terminar. Sempre teremos um gostinho de quero mais, que eu gosto de chamar de “saudade do Céu”. Isso é para nos lembrar que o melhor da festa ainda está por vir, mas muitos, como eu, não se acomodam em não ouvir os primeiros acordes das músicas dessa festa, e sabe de uma coisa, a alegria é inevitável.
Sola Scriptura
